Saúde

Fibra é a nova proteína? Os benefícios da tendência que vem ganhando espaço

os últimos meses, porém, um novo tema passou a dominar as redes sociais e discussões sobre alimentação saudável: a fibra, um nutriente que grande parte da população ainda consome em quantidade insuficiente.

Por: Redação em 27 de janeiro de 2026

No ano passado, muitas pessoas passaram a priorizar o consumo de proteínas, com o objetivo de aumentar a resistência física e melhorar o condicionamento. Nos últimos meses, porém, um novo tema passou a dominar as redes sociais e discussões sobre alimentação saudável: a fibra, um nutriente que grande parte da população ainda consome em quantidade insuficiente.

Publicações com as hashtags fibremaxxing e fibermaxxing acumulam mais de 150 milhões de visualizações no TikTok. Vídeos mostrando sementes de chia adicionadas ao mingau e nutricionistas destacando os benefícios de alimentos como feijão-vermelho e grão-de-bico se tornaram frequentes nos feeds das redes sociais.

De acordo com o serviço público de saúde do Reino Unido, a recomendação para adultos é o consumo diário de 30 gramas de fibra. No entanto, 96 por cento da população britânica não atinge esse valor. O consumo médio diário é de aproximadamente 16,4 gramas, sendo ainda menor entre as mulheres.

Especialistas avaliam que o interesse crescente pela fibra é positivo. Por muito tempo, o nutriente foi visto como pouco atrativo, associado apenas à digestão e a desconfortos intestinais, enquanto a proteína sempre esteve ligada à estética e ao desempenho físico.

Nutricionistas destacam que a maior atenção ao consumo de fibras ajuda a ampliar a conscientização sobre a saúde intestinal. Além disso, uma alimentação rica em fibras, com alimentos como arroz integral e batata assada, oferece benefícios que vão muito além do intestino.

Estudos indicam que pessoas com maior ingestão de fibras tendem a viver mais, apresentam menor risco de doenças cardiovasculares, câncer e diabetes, além de possíveis efeitos positivos sobre a saúde mental.

Moradora de Birmingham, no Reino Unido, Yeshe Sander, de 24 anos, relata que aumentar a ingestão diária de fibras para cerca de 30 gramas trouxe melhorias significativas no bem-estar físico e emocional. Criada em uma família que incentivava o consumo de frutas, legumes e verduras, ela passou a rejeitar esse padrão alimentar durante a adolescência, optando por alimentos ultraprocessados e pobres em fibras.

Com o tempo, após sentir cansaço, indisposição e falta de motivação, Sander decidiu rever seus hábitos alimentares. Ao retomar uma dieta mais equilibrada e aumentar o consumo de fibras, percebeu mudanças positivas em sua saúde e qualidade de vida.