Artigo

Falta o canto da cigarra…

Claro que o assunto, depois do banco Master, permeado pelo conchavos políticos, será o Carnaval. Em Cachoeiro já programaram o “Cachoeiraço”. Aliás, a vida segue esse calendário.

Por: Wilson Márcio Depes em 23 de fevereiro de 2026

Claro que o assunto, depois do banco Master, permeado pelo conchavos políticos, será o Carnaval. Em Cachoeiro já programaram o “Cachoeiraço”. Aliás, a vida segue esse calendário. Mas, por acaso, digo, li uma crônica do melhor companheiro de Rubem Braga. Aliás, não perco uma. Esta agora, publicada no mês de fevereiro, reclama, à moda do velho Braga, aonde andam as cigarras? Dizia ele: hoje, 2 de fevereiro, dia da festa do mar, das árvores vem apenas o silêncio ensurdecedor de que alguma de que alguma coisa acontece no coração da mata. Aliás, murmura, dessa vez não vem poesia.
E não tem mesmo. As moças? Não falham – e olha que verão já está mais ou menos na sua metade – mas as cigarras… Claro que as músicas dão prioridade à moças. Só o amigo do velho Braga reclama das cigarras… Mas já entendi. Nos tempos em que não havia previsão de tempo, todos nós torcíamos para os cantos da cigarra, pois era uma certeza que “ia dar praia”.
É muito prosaico que, a esta altura do campeonato, em que “Do digital à lei, fatores redesenham o trabalho”, o pupilo do velho Braga venha reclamar das cigarras. Aí pergunta, como Machado de Assis, : “quem será esta cigarra que me acorda todos os todos os dias neste verão do diabo, quero dizer de todos os diabos, que nunca outro que me matasse tanto?”.
Foi aí que Joaquim Ferreira dos Santos me salvou, nesta segunda feira em nossa Cachoeiro. Mas a minha colega de escritório me desencanta. Todos os dias ouve o canto da cigarra em sua casa… E me conta sadicamente. Para eu perder a graça da crônica.