Saúde

Hospital Evangélico de Cachoeiro alerta sobre o Câncer Colorretal

Dados do Instituto Nacional de Câncer (INCA), estima 53.810 novos casos de cânceres de cólon e reto no Brasil, sendo 980 somente no Estado do Espiríto Santo, para  cada ano do triênio 2026- 2028.

Por: Redação em 26 de março de 2026

Médico coordenador do serviço de endoscopia do Heci, Ricardo Dardengo

 

Na semana do Dia Nacional do Câncer Colorretal, celebrado em 27 de março, o Hospital Evangélico de Cachoeiro de Itapemirim (HECI), alerta sobre a importância da prevenção e diagnóstico precoce. Os cânceres de cólon e reto começam no intestino grosso, podendo atingir qualquer segmento do cólon ou do reto, que fica imediatamente antes do ânus.

Dados do Instituto Nacional de Câncer (INCA), estima 53.810 novos casos de cânceres de cólon e reto no Brasil, sendo 980 somente no Estado do Espiríto Santo, para  cada ano do triênio 2026- 2028.

Segundo o médico coordenador do serviço de endoscopia do Heci, Ricardo Dardengo, apesar de silencioso na fase inicial, é possível perceber alguns sinais.

“As queixas mais comuns são: presença de sangue nas fezes (às vezes só detectável por exame), mudança no hábito intestinal como diarreia ou prisão de ventre por várias semanas, dor abdominal frequente, sensação de intestino que não esvazia completamente, perda de peso sem causa aparente e fraqueza ou anemia, podendo variar conforme o local da lesão,’’ afirma.

Fatores de risco

Os principais fatores de risco do câncer colorretal estão associados ao estilo de vida. “Sedentarismo, tabagismo, excesso de gordura corporal, consumo de bebidas alcoólicas, consumo elevado  de carne vermelha e carnes processadas, ultraprocessados, além do baixo consumo de alimentos ricos em  fibras, como cereais integrais, leguminosas, frutas e vegetais’’ destaca Dardengo.

Outros fatores incluem condições  genéticas ou hereditárias, como doença inflamatória intestinal crônica e histórico  pessoal ou familiar de pólipos adenomatosos ou câncer colorretal, além de exposições  ocupacionais a radiações ionizantes.

 

Diagnóstico e tratamento

O exame de rastremento é indicado as pessoas sem histórico de câncer, a partir dos 45 anos de idade, ou conforme orientação do médico.

“A colonoscopia  é um tipo de exame considerado padrão ouro para o diagnóstico do câncer colorretal. Isso porque, é possível visualizar e retirar o pólipo ou biopsia, que futuramente poderia vir a se tornar um câncer (fase pré-maligna) ou mesmo um câncer inicial,” explica.

A retossigmoidoscopia permite visualizar lesões no sigmoide e reto, locais mais comuns do câncer. Esses exames usam fibras ópticas com câmeras para iluminar a mucosa intestinal e possibilitar biópsias. Outro exame útil é a pesquisa de sangue oculto nas fezes, trata-se de um exame laboratorial, não invasivo; se positivo, indica-se colonoscopia.

O tratamento do câncer colorretal varia conforme o estágio e pode incluir cirurgia, quimioterapia e radioterapia, com grande chance de cura nos estágios iniciais.

 

Hospital Referência em Oncologia

Referência no tratamento oncológico clínico e cirúrgico, o HECI atende pacientes de toda região sul capixaba, e também de demais estados, ofertando um serviço completo de Oncologia, com radioterapia, quimioterapia e braquiterapia além das cirurgias oncológicas e robóticas.