Política

Ricardo Ferraço: mais de 40 anos de trajetória entre o Legislativo e o Executivo

Nascido em Cachoeiro de Itapemirim, em 17 de agosto de 1963, e filho do político Theodorico Ferraço, iniciou sua vida pública ainda jovem e consolidou uma carreira que transita entre os poderes Legislativo e Executivo, aliando experiência política e formação empresarial.

Por: Redação em 15 de abril de 2026

 

Ricardo de Rezende Ferraço construiu, ao longo de mais de quatro décadas, uma trajetória sólida na política capixaba, marcada pela atuação em diferentes esferas do poder público. Nascido em Cachoeiro de Itapemirim, em 17 de agosto de 1963, e filho do político Theodorico Ferraço, iniciou sua vida pública ainda jovem e consolidou uma carreira que transita entre os poderes Legislativo e Executivo, aliando experiência política e formação empresarial.

 

Início da carreira (década de 1980)

Ferraço iniciou na política muito jovem. Em 1982 (aos 19 anos), elegeu-se vereador em Cachoeiro de Itapemirim, cumprindo mandato entre 1983 e 1988. Sua entrada na vida pública ocorreu na esteira da influência política do pai na região sul do estado.

Deputado Estadual e Presidência da Ales (1991–1999)

Em 1990, elegeu-se deputado estadual pelo PTB (um dos primeiros de vários partidos por onde passou). Reeleito em 1994, cumpriu dois mandatos consecutivos (1991–1999). Aos 31 anos, tornou-se o mais jovem presidente da Assembleia Legislativa do Espírito Santo (1995–1996). Na Ales, atuou na oposição inicial e contribuiu para temas como o equilíbrio entre os Poderes e a criação da Região Metropolitana.

Deputado Federal (1999–2003)

Em 1998, elegeu-se deputado federal com a maior votação do Espírito Santo à época (cerca de 75 mil votos), pelo PSDB. No mandato (1999–2003), atuou como vice-líder do partido e do bloco PSDB/PTB, com foco em pautas do agronegócio capixaba, especialmente a cafeicultura.

 

Passagem pelo Executivo estadual (2003–2010)

Durante o primeiro governo de Paulo Hartung (PSB), Ferraço ocupou a Secretaria de Estado da Agricultura, Abastecimento, Aquicultura e Pesca (2003–2006). Nessa pasta, implantou programas pioneiros de infraestrutura rural (“Caminhos do Campo”), energia e telefonia no campo, além do Plano Estratégico de Desenvolvimento da Agricultura Capixaba (Pedeag).Em 2006, elegeu-se vice-governador na chapa de Hartung (pelo PSDB). No período (2007–2010), coordenou o maior Programa Capixaba de Investimentos Públicos da época e atuou como secretário de Transportes e Obras, iniciando intervenções de mobilidade na Grande Vitória.

Senador da República (2011–2019)

Em 2010, Ferraço foi eleito senador com 1.557.409 votos (44,55% dos válidos) — até hoje a maior votação da história do Espírito Santo em uma eleição proporcional. No Senado (2011–2019), destacou-se na defesa de interesses capixabas, como apoio aos produtores de café conilon durante crises, posicionamentos contra gastos públicos excessivos e defesa de medidas como o fim do foro privilegiado em alguns casos. Foi relator da Reforma Trabalhista. Entre 2019 e 2022, afastou-se temporariamente da vida pública para atuar na iniciativa privada.

Retorno como Vice-Governador (2023)

Nas eleições de 2022, Ferraço retornou como candidato a vice-governador na chapa de reeleição de Renato Casagrande (PSB). A chapa venceu no segundo turno com 53,80% dos votos. Desde 2023, ele ocupa o cargo de vice-governador e foi nomeado secretário de Estado de Desenvolvimento, atuando na atração de investimentos, geração de emprego e projetos estratégicos (como a Ferrovia EF-118 e discussões sobre a BR-101). Deixou a secretaria em fevereiro de 2025, sendo sucedido por Sérgio Vidigal. Em 2026, com a transição do governo Casagrande, Ferraço assumiu papel central como governador do Espírito Santo, dando continuidade a projetos de desenvolvimento.

 

No alto de um palanque com o empresário Camilo Cola (canto esquerdo), Albuíno Azeredo e Theodorico Ferraço (interagindo com um menino).