Música
Cantora Luiza Pastore aposta em estética pop dark no álbum “Labareda”
A listening party vai contar com trilha sonora da DJ Asiat, roda de conversa com Luiza Pastore e exposições artísticas que dialogam com o universo do projeto.
Por: Redação em 11 de maio de 2026

Cantora e compositora capixaba lança segundo álbum de inéditas no dia 15 de maio, nas plataformas digitais, juntamente com evento no Centro de Vitória
Destaque entre os novos talentos da cena musical do Espírito Santo, a cantora e compositora Luiza Pastore lança o seu segundo álbum, “Labareda”, no próximo dia 15 de maio, reunindo 10 canções inéditas de sua autoria. Na mesma data, a artista receberá convidados e o público em geral para uma audição coletiva do álbum, às 18h, na Casa Caipora, no Centro de Vitória. A listening party vai contar com trilha sonora da DJ Asiat, roda de conversa com Luiza Pastore e exposições artísticas que dialogam com o universo do projeto.
Gravado em Vitória (ES), com produção de Vitor Gomes Lopes, “Labareda” será disponibilizado nas plataformas digitais pelo selo Ultra Music, de Belo Horizonte (MG), e marca um momento de transição na carreira de Luiza Pastore.
As 10 faixas selecionadas para o álbum transitam pelo pop dark e a MPB contemporânea, com forte carga sensorial, incorporando elementos eletrônicos e texturas orgânicas, conforme destaca a artista: “É um trabalho muito ligado ao autoconhecimento, mas não apenas de forma introspectiva. Ele também expande meus horizontes musicais e emocionais. Eu me permiti experimentar mais, tanto nos sons quanto nas letras, estar 100% presente em todas as frentes de produção e isso acabou abrindo novas possibilidades de linguagem e identidade”, revela.
Essa atmosfera de experimentação se traduz no ensaio fotográfico de “Labareda”, que conta com direção de arte de Luiza Pastore e Dani Santos Neves e fotos de Lucas Henrique. Nas imagens promocionais, a cantora surge como uma sereia moderna diante do mar noturno, em um cenário onírico e repleto de tons escuros, que dialoga com a estética mística do projeto.
“A maré traz e leva muitas coisas, e sinto que o álbum acontece nesse movimento. O mar à noite representa esse mergulho no que não é totalmente visível, no que é mais intuitivo e emocional. Permitir-se mergulhar, mesmo sem saber exatamente o que vai encontrar. A ‘sereia’ aparece como essa figura que atrai, mas também desafia, assim como os próprios sentimentos que atravessam o disco”, define Luiza.
Impulsos e brasilidade
Ainda que a artista forneça algumas pistas, “Labareda” é uma obra que deve ser descoberta pelos ouvintes em camadas, como um vinho que se degusta com prazer. As letras giram em torno de amores que nascem condenados, impulsos que se repetem mesmo quando reconhecidos e uma busca constante por experiências que ultrapassem o controle.
A sonoridade mescla instrumentos orgânicos e eletrônicos, com toques de rhythm and blues e de brasilidade que resultam em um irrecusável convite às pistas, a exemplo do primeiro single, “Santa Vaidade”, que começa com vocal sussurrante para explodir no refrão “eu me confesso no espelho/sem perdão, sem juízo”. Por sua vez, “Infusão da Primavera” surge embalada em groove potente de baixo e bateria, melodia pontuada pelos teclados e refrão colante, daqueles que se cantam junto. Introspectiva, “Ou la mort” traz ecos de New Order, e a faixa “Só” conta com as participações de VT Beats & Tosi.
Para Luiza, o álbum equilibra impulso e contenção, refletindo o conflito interno que atravessa sua narrativa. Quem apreciá-lo com atenção irá perceber influências de artistas de diferentes gerações que moldaram o estilo da cantora, como Gal Costa, Marina Sena, Fiona Apple, Letrux, Santigold, Sade, Marina Lima e Rita Lee. “Ao longo dos anos minhas referências mudaram muito, mas nunca deixaram de ser mulheres muito fortes”, observa Luiza.
A partir deste segundo álbum autoral, a jovem artista de 24 anos vislumbra a oportunidade de ampliar seu campo de atuação contando com o suporte de uma distribuição nacional e com lançamentos em outras capitais, trazendo o público para o universo instigante de “Labareda”. “Este álbum se estabelece como um registro de autoconhecimento em estado bruto, onde sentir demais não é só impulso, mas, também, um caminho para entender quem se é”, conceitua.
Listening Party – Labareda
Data: 15 de maio (sexta-feira)
Local: Casa Caipora – Rua Nestor Gomes, 168, Centro, Vitória (ES)
Horário: 18h
Programação: audição coletiva do álbum “Labareda”, DJ Asiat, exposições artísticas e roda de conversa com Luiza Pastore
Entrada: gratuita
LUIZA PASTORE POR ELA MESMA:
“Iniciei minha carreira aos 10 anos de uma maneira muito orgânica. Aos 12, participei de um festival chamado Vitória na Rede, promovido pela Jovem Pan FM, que incentiva o surgimento de novos artistas e grupos de diversos gêneros musicais. Alcancei o primeiro lugar e, consequentemente, lancei o meu primeiro álbum, autointitulado, em 2013. Tinha 11 anos. Ao longo da carreira, desenvolvi projetos com gravadoras como Som Livre e Universal Music, artistas e produtores, criando trilhas sonoras, singles e trabalhos autorais. Com um álbum e três EPs lançados – “Universo” (2015), “Espelho meu” (2020) e “Caprichos e fases lunares” (2024) –, colaborei com nomes como Robert Venable, Luan Murilho e Fernando DeepLick, além de artistas como Cinthia Cruz e Paulo Dalagnoli.
Entre as principais conquistas da minha carreira posso mencionar a indicação como finalista do Prêmio da Música Capixaba 2024, na Categoria Revelação; a composição e produção da trilha sonora do filme “Secrets”, disponível na Amazon; a participação como cofundadora da produtora Sonar Music; a atuação como apresentadora e roteirista do programa “Canto da Luiza”, exibido na TV Tribuna em 2024; e a produção do projeto “Donos do Futuro”, que circulou por escolas de São Paulo entre 2016 e 2018.
Fiz shows marcantes no aniversário de Guarapari, em 2023, com Dona Fran no Fest Gastronomia, no mesmo ano, e no especial em homenagem a Rita Lee no Casa Corais em 2025. Também participei do concerto Pop Rock com a Orquestra Filarmônica de Mulheres do Espírito Santo, em 2025, e do Festival Delírio Tropical, com a banda Gastação Infinita, em 2026. As músicas do meu novo álbum, “Labareda”, dialogam com as partes feias e bonitas do processo de se conhecer e têm como linha narrativa a paixão como filosofia de vida, incluindo descobertas, excessos, intensidade, vícios e espiritualidade”.
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