Economia

Exportações de café pelo ES em 2026 já superam todo o volume exportado em 2025

O volume exportado em agosto foi o sétimo maior volume mensal registrado pelo Centro do Comércio de Café de Vitória (CCCV) desde janeiro de 1990, em uma série histórica de mais de 36 anos.

Por: Redação em 17 de setembro de 2026

As exportações totais de café pelo Espírito Santo em agosto de 2026 totalizaram 854 mil sacas, alta de 9% em relação a julho deste ano e de 29% em relação a agosto de 2025. Do total embarcado, 762 mil sacas foram de conilon, 63 mil de arábica e 29 mil de café solúvel.

A receita cambial superou US$ 190 milhões, aumento de 12% em relação ao mês anterior e de 11% na comparação com agosto de 2025.

O volume exportado em agosto foi o sétimo maior volume mensal registrado pelo Centro do Comércio de Café de Vitória (CCCV) desde janeiro de 1990, em uma série histórica de mais de 36 anos.

No acumulado de janeiro a agosto de 2026, as exportações já ultrapassaram 4,3 milhões de sacas, crescimento de 58% em relação ao mesmo período de 2025. Em apenas oito meses, o volume exportado já supera todo o volume registrado ao longo de 2025.

No período, as exportações de conilon cresceram 74% e as de arábica, 27%, enquanto o café solúvel apresentou queda de 14%. A receita cambial acumulada no ano superou US$ 1 bilhão, alta de 26% em relação ao mesmo período do ano anterior.

Considerando os últimos 12 meses, as exportações pelo Espírito Santo somam 5,9 milhões de sacas, aumento de 5,5% em relação aos 12 meses anteriores. Desde fevereiro de 2026, todos os volumes mensais foram superiores aos registrados nos respectivos meses de 2025.

Para o presidente do CCCV, Fabrício Tristão, o comportamento das exportações mensais confirma a previsão da entidade de que o Espírito Santo está estabelecendo um novo patamar mínimo de embarques de café.

“Esse desempenho é resultado, em grande medida, da ação direta dos exportadores, que vêm atuando em dois eixos principais. De um lado, por meio de investimentos e da ampliação das estruturas de processamento e armazenamento de café. De outro, pelo trabalho contínuo de validação da confiabilidade das entregas e da qualidade dos cafés capixabas nos mercados estratégicos, fortalecendo a presença do Espírito Santo e ampliando a confiança dos compradores internacionais. Esse trabalho tem sido apoiado por uma atuação institucional do Centro do Comércio de Café de Vitória, que vem aproximando o setor de mercados estratégicos na Ásia e na Europa e promovendo a integração entre exportadores e estruturas logísticas do Estado.”

O presidente destaca ainda o Termo de Cooperação firmado entre o CCCV e a Vports, voltado à realização de melhores esforços para o incremento das exportações de café pelos portos capixabas.

“É cada vez mais importante avançarmos na implementação, revisão e complementação dos compromissos assumidos nesse documento, de acordo com as necessidades que surgem com o crescimento das exportações. Somente uma parceria permanente, baseada na troca constante de informações, na definição conjunta de objetivos e no acompanhamento das ações pode gerar resultados consistentes e sustentáveis para o setor.”

Segundo Fabrício, o crescimento das exportações também reforça a necessidade de ampliação da infraestrutura portuária para acompanhar a produção de café do Espírito Santo, do Sul da Bahia e das Matas de Minas.

“Em agosto, por exemplo, o volume de embarques poderia ser ainda maior, não fossem as dificuldades observadas nos serviços prestados pelos armadores, que resultaram em uma alta incidência de rolagem de cargas”, conclui Fabrício.

Destinos

Em agosto de 2026, os principais destinos das exportações de café pelo Espírito Santo foram Bélgica (21%), México (15%), Alemanha (8%), Reino Unido (6%), Espanha (6%), Estados Unidos (5%), Itália (5%), Equador (4%), Indonésia (4%) e Turquia (4%).

Os dez principais destinos responderam por 78% das exportações, enquanto os demais 31 países representaram os 22% restantes.

No acumulado de janeiro a agosto de 2026, os principais destinos foram Bélgica (16%), México (12%), Colômbia (9%), Estados Unidos (7%), Espanha (7%), Alemanha (6,5%), Itália (6%), Reino Unido (5%), Turquia (5%) e Argentina (5%).

Os dez principais destinos responderam por 77% das exportações, enquanto os demais 55 países representaram os 23% restantes.