Cotidiano

Dia do Médico: Cooperativismo que cuida e salva vidas

Trajetórias de médicos cooperados mostram que, por trás de cada jaleco, existe uma história de cuidado

Por: Redação em 17 de outubro de 2026

Algumas histórias ficam para sempre na memória de quem viveu. Na medicina, muitas delas começam em um momento de urgência, passam por decisões que precisam ser tomadas rapidamente e terminam com uma vida salva. Outras acontecem no consultório, na escuta atenta de uma queixa, no acompanhamento de um tratamento ou simplesmente na presença de um médico em um momento difícil.

São dessas histórias que também é feita a medicina. E, para marcar o Dia do Médico, a Unimed Sul Capixaba reúne médicos cooperados em uma série de vídeos que resgata momentos de suas trajetórias, as escolhas que os levaram à profissão e experiências que ajudaram a definir o significado de ser médico.

Entre os relatos está o do dermatologista Jorge Luiz Amaral, médico cooperado da Unimed Sul Capixaba há mais de 30 anos. Sua relação com a medicina começou ainda na infância, quando acompanhava o padrinho, também médico. Aos oito anos, já dizia que queria seguir a mesma profissão.

Décadas depois, o significado daquele sonho permanece vivo. Para Jorge, vestir o jaleco representa uma responsabilidade que vai além do conhecimento técnico.

“Quando eu visto um jaleco, eu sei que eu tenho que estar imbuído do conhecimento, da moral, da ética, para oferecer àquele paciente o melhor da minha especialidade, dos meus conhecimentos, da minha compaixão”, conta.

Ao longo da carreira, ele também aprendeu que cada paciente precisa ser visto de maneira única. “Cada paciente é um universo em separado. Cada ser humano merece uma atenção, um olhar próprio, específico para ele”, afirma.

Há também histórias que permanecem vivas mesmo depois de décadas de profissão. É o caso da clínica médica Zeila Cristina Pereira Pimenta, cooperada da Unimed Sul Capixaba há mais de 20 anos. Depois de quatro décadas de atendimento, ela diz manter a mesma motivação para ouvir seus pacientes.

“Porque quando eu me sento numa cadeira para escutar o paciente, para atender, eu estou feliz. A mesma motivação que eu tinha há 40 anos, quando entrei pela primeira vez no consultório para atender, essa motivação eu ainda mantenho”, relata.

Entre histórias de emergência, encontros que ficam na memória e anos dedicados ao consultório, existe uma característica comum: a medicina é construída também pela relação entre duas pessoas, uma que procura ajuda e outra que escolheu estar preparada para oferecê-la.

Hoje, a Unimed Sul Capixaba reúne 468 médicos cooperados e atende mais de 103 mil clientes em 30 municípios do Sul do Espírito Santo. Para o diretor-presidente Bruno Beber Machado, o modelo cooperativista aproxima os médicos das decisões que ajudam a definir os caminhos da organização.

“Quando uma cooperativa é formada por médicos, quem está diretamente ligado ao cuidado também participa das decisões e dos caminhos que construímos. Isso faz com que o olhar para a saúde seja compartilhado e esteja sempre próximo da realidade de quem cuida e de quem precisa ser cuidado”, afirma.

No Dia do Médico, relembrar essas trajetórias é também reconhecer o que existe por trás de cada atendimento: anos de estudo, escolhas, responsabilidades, histórias compartilhadas e, muitas vezes, momentos que mudam a vida de alguém para sempre.

Porque cada jaleco carrega uma história. E algumas delas também carregam a história de uma vida que pôde continuar.