Crônicas

A também eterna marataízes…

Tudo que acontecer daqui pra frente terá uma conotação político-eleitoral. Como assim? Um exemplo. Vejam só no carnaval.

Por: Wilson Márcio Depes em 6 de março de 2026

Tudo que acontecer daqui pra frente terá uma conotação político-eleitoral. Como assim? Um exemplo. Vejam só no carnaval. Todos os candidato (a)s puseram a cara na reta, seja dançando, abraçando amigos e amigas e até desconhecidos como se fosse amigo íntimo. Mas, antes, quero mostrar ao meu querido leitor, a crônica que recebi do meu amigo Aylton Bermudes, irmão do Sérgio Bermudes, logo após o carnaval. Aliás, Ayltinho é um desses eternos apaixonados por Cachoeiro e Marataízes. Não vou perder a oportunidade de dividir com o caro leitor sentimentos puros de amor à terra.

Diz ele: “Já vivi carnavais de excessos e de inocência. / Já caminhei atrás de blocos sem pensar no amanhã. /Já cantei alto, já ri sem medida. / E no ar, entre risos e confidências, havia também o perfume doce do lança-perfume — fragrância leve de um tempo em que viver era urgente e infinito.”

Continua: “Hoje, observo com outro ritmo. /Não preciso da multidão para sentir a música. / Ela vive em mim, feita de memórias. /Vejo os jovens correndo, fantasiados de sonhos, e sorrio. / Reconheço neles a mesma pressa que um dia foi minha. /O Carnaval passa. /Os perfumes se dissipam. / Mas ficam as histórias, os abraços e os instantes que resistem ao tempo. / E então compreendo: envelhecer não é perder a alegria, é apenas aprender a saboreá-la com calma.”

Parece que estou vendo a família Bermudes no casarão dos verões de Marataízes. Parece que foi ontem. Quem sabe não foi. Fico pensando. Como são belos esses sentimentos. Passa de pai para filhos como heranças que não têm preço ou disputas. Aliás, não posso perder a oportunidade, tenho uma amiga que diz que “Marataízes é sua cidade no mundo”. Quem sabe não é mesmo…