Economia
Chegou a hora de encarar o Leão: o que você precisa saber para declarar o Imposto de Renda 2026
Com o início do prazo para entrega das declarações do Imposto de Renda, milhões de brasileiros já precisam se organizar para evitar problemas com o Fisco. A expectativa é que cerca de 44 milhões de contribuintes entreguem a declaração em 2026.
Por: Redação em 6 de abril de 2026

Com o início do prazo para entrega das declarações do Imposto de Renda, milhões de brasileiros já precisam se organizar para evitar problemas com o Fisco. De acordo com a Receita Federal, a expectativa é que cerca de 44 milhões de contribuintes entreguem a declaração em 2026.
Estão obrigadas a declarar as pessoas que receberam rendimentos tributáveis — como salários, aluguéis e aposentadorias — acima de R$ 35.584,00 ao longo do ano. Também entram na lista aqueles que tiveram rendimentos não tributáveis ou tributados exclusivamente na fonte, como FGTS, indenizações trabalhistas e pensão alimentícia, acima de R$ 200 mil.
Outros critérios também exigem atenção. Quem exerceu atividade rural com receita superior a R$ 177.920,00, obteve ganho de capital na venda de bens — como imóveis e veículos — ou realizou operações na bolsa de valores, por exemplo, também deve prestar contas.
Segundo o especialista em finanças corporativas e contador, Carlos Junior, o contribuinte precisa estar atento a todos os critérios para evitar cair na malha fina. “Não é apenas a renda mensal que define a obrigatoriedade. Muitas pessoas esquecem de incluir ganhos com venda de bens ou investimentos, e isso pode gerar inconsistências na declaração”, explica.
Além disso, quem possui bens com valor total superior a R$ 800 mil ou recebeu rendimentos do exterior também está obrigado a declarar.
Novidades e fiscalização mais rígida
A declaração deste ano traz mudanças importantes. Entre elas, a atualização do limite de rendimentos tributáveis, que passou de R$ 33.888 para R$ 35.584.
Outro destaque é a inclusão mais clara dos ganhos com apostas online, as chamadas “bets”, que agora passam a ser monitoradas com maior rigor pela Receita Federal.
Para Carlos Junior, essa é uma das principais mudanças do ano. “A Receita Federal está cada vez mais tecnológica. Hoje, há um cruzamento de dados muito eficiente entre bancos, empresas e plataformas digitais. Rendimentos que antes passavam despercebidos, como apostas online, agora estão no radar”, alerta.
O especialista reforça que omitir informações pode trazer consequências sérias. “O risco de cair na malha fina aumentou significativamente. O ideal é reunir todos os documentos com antecedência e, se necessário, contar com o apoio de um profissional para evitar erros”, orienta.
Restituições e organização
A restituição do Imposto de Renda será paga em quatro lotes, nos últimos dias úteis de maio, junho, julho e agosto. Para quem deseja receber mais rápido, a recomendação é clara: entregar a declaração o quanto antes e sem inconsistências.
“Organização é fundamental. Quanto mais cedo o contribuinte se prepara, menores são as chances de erro e maiores as chances de receber a restituição nos primeiros lotes”, conclui Carlos Junior.