Saúde

Governo investe R$ 9,8 bilhões para tornar o SUS resiliente às mudanças climáticas

O pacote prevê a construção de novas unidades, além da aquisição de equipamentos capazes de operar em situações de calor extremo, enchentes e outros eventos climáticos.

Por: Redação em 1 de dezembro de 2025

 

O Ministério da Saúde anunciou um investimento de R$ 9,8 bilhões para adaptar o Sistema Único de Saúde aos efeitos das mudanças climáticas. O pacote prevê a construção de novas unidades, além da aquisição de equipamentos capazes de operar em situações de calor extremo, enchentes e outros eventos climáticos.

As ações integram o AdaptaSUS, plano apresentado na 30ª Conferência das Nações Unidas sobre Mudança do Clima, em Belém. A iniciativa reúne estratégias para fortalecer a estrutura da rede de saúde diante de impactos climáticos que se tornam cada vez mais frequentes e intensos.

O anúncio ocorreu durante o 14º Congresso Brasileiro de Saúde Coletiva. No evento, o ministro da Saúde, Alexandre Padilha, destacou que a crise climática já se configura como um desafio direto para os sistemas de saúde. Ele lembrou que, no cenário global, um em cada 12 hospitais chega a interromper suas atividades por causa de eventos climáticos extremos.

No mesmo congresso, o Ministério da Saúde apresentou o Guia Nacional de Unidades de Saúde Resilientes, que orienta a construção e a adaptação de unidades básicas de saúde, unidades de pronto atendimento e hospitais. O documento estabelece diretrizes para estruturas reforçadas, autonomia energética e hídrica, inteligência predial e padrões de segurança, e passa a integrar os projetos do Novo PAC.

A pasta também criou um grupo técnico encarregado de detalhar as diretrizes de resiliência. O colegiado reúne especialistas do Ministério da Saúde, Fundação Oswaldo Cruz, Agência Nacional de Vigilância Sanitária, Organização Pan-Americana da Saúde e representantes de conselhos de saúde.

Ética em pesquisas

Durante o congresso, o ministério apresentou ainda a Instância Nacional de Ética em Pesquisa, estrutura que busca modernizar o sistema brasileiro de avaliação ética de estudos com seres humanos.

A proposta prevê a agilização de análises, redução de duplicidades, definição de critérios de risco e regulamentação de biobancos. Segundo o ministério, a mudança aproxima o Brasil das melhores práticas internacionais e amplia sua participação na pesquisa clínica global.Governo investe R$ 9,8 bilhões para tornar o SUS resiliente às mudanças climáticas