Saúde

Hospital Evangélico lembra Dia Mundial de Combate ao Câncer

O câncer é um conjunto de doenças que surgem quando células do nosso corpo passam a crescer de maneira desordenada, invadindo tecidos vizinhos e, em alguns casos, espalhando-se para outras partes do corpo.

Por: Redação em 4 de fevereiro de 2026

chefe do Serviço de Oncologia, José Zago Pulido

 

Neste 04 de fevereiro, Dia Mundial de Combate ao Câncer, o Hospital Evangélico de Cachoeiro de Itapemirim, referência  em tratamento oncológico clínico e cirúrgico, traz atualização sobre a doença. O câncer é um conjunto de doenças que surgem quando células do nosso corpo passam a crescer de maneira desordenada, invadindo tecidos vizinhos e, em alguns casos, espalhando-se para outras partes do corpo (metástase) quando retardarmos o tratamento adequado.

No Brasil, o câncer continua sendo uma doença muito frequente e com grande impacto na sociedade.

As estimativas mais recentes indicam que o país deve registrar cerca de 704 mil novos casos a cada ano do triênio 2023–2025, concentrados principalmente nas regiões Sul e Sudeste, com os tumores de mama e próstata entre os mais incidentes, mas também pode acometer pulmão, estômago, intestino, colo do útero, rins, ovários, bexiga, boca, lingua, etc.

“Neste dia, o objetivo global unir pessoas, organizações e sistemas de saúde para aumentar a conscientização, melhorar o acesso a cuidados e promover ações de prevenção. A campanha global “United by Unique” (2025–2027) coloca as pessoas -suas histórias e necessidades individuais – no centro das estratégias de combate ao câncer, lembrando que cada pessoa vive o câncer de forma única e que o sistema de saúde precisa ser sensível a isso”,  reforça o chefe do Serviço de Oncologia, José Zago Pulido.

Nos últimos anos houve saltos importantes na forma como detectamos e tratamos o câncer. Muitos avanços tornaram o diagnóstico mais preciso e as cirurgias menos invasivas. O uso do sequenciamento genético (como o chamado sequenciamento de nova geração, NGS) tornou possível identificar mutações específicas em tumores que orientam tratamentos mais personalizados. No Brasil, órgãos regulatórios e comissões técnicas têm avaliado a incorporação dessas tecnologias ao Sistema Único de Saúde, refletindo um movimento para tornar testes genéticos e marcadores moleculares mais acessíveis quando houver benefício clínico. Esses exames ajudam a escolher medicamentos mais eficazes e a prever melhor o curso da doença em cada paciente.

Melhorias em exames de imagem (como tomografia computadorizada, ressonância magnética de alto campo, PET-CT) e em técnicas de biópsia guiada multiplicaram a capacidade de detectar tumores em estágios iniciais — e detectar cedo é um dos fatores que mais melhora as chances de cura.

 

Robótica

A cirurgia robótica e as técnicas laparoscópicas avançadas vêm sendo incorporadas em centros especializados, permitindo procedimentos mais precisos, com menos perda sanguínea, menor tempo de internação e recuperação mais rápida. No Brasil, iniciativas como centros de treinamento e expansão de tecnologia robótica apoiadas por instituições públicas e privadas mostram um caminho para democratizar essas técnicas. Para muitos tumores, isso traduz-se em melhores resultados funcionais e qualidade de vida após o tratamento. O HECI conta com o Centro de Cirurgia Robótica há cerca de um ano com centenas de cirurgias robóticas já realizadas.

Pulido destaca que o câncer é uma realidade complexa, porém enfrentável: prevenção, diagnóstico precoce e tratamentos cada vez mais precisos transformam prognósticos. “Todos nós temos um papel: indivíduos adotando hábitos saudáveis, profissionais de saúde prestando cuidados baseados na melhor evidência, e autoridades garantindo acesso e equidade. Juntos, unidos pela singularidade de cada pessoa afetada, podemos reduzir o impacto do câncer em nossas famílias e comunidades”, conclui.