Brasil
Lucas Hit revela 10 curiosidades da história da Playboy brasileira
O acervo e os anos de pesquisa deram origem a uma nova etapa de sua trajetória. Em menos de um ano, Lucas prepara a publicação de seu oitavo livro, consolidando sua atuação como escritor e transformando em obras editoriais parte do conhecimento acumulado ao longo de quase três décadas.
Por: Redação em 15 de agosto de 2026
Uma paixão iniciada há quase três décadas transformou-se em trabalho de pesquisa, catalogação e produção editorial para o cachoeirense Lucas Hit. Há 28 anos dedicado ao colecionismo de revistas, ele se especializou na preservação e organização de informações relacionadas principalmente às publicações masculinas que fizeram parte da história editorial brasileira.
O acervo e os anos de pesquisa deram origem a uma nova etapa de sua trajetória. Em menos de um ano, Lucas prepara a publicação de seu oitavo livro, consolidando sua atuação como escritor e transformando em obras editoriais parte do conhecimento acumulado ao longo de quase três décadas.
Entre as publicações que mais despertaram seu interesse está a Playboy, cuja edição brasileira circulou por mais de quatro décadas e se tornou um dos principais objetos de sua pesquisa. A partir do material catalogado ao longo dos anos, Lucas selecionou dez curiosidades sobre a trajetória da revista no país, passando pela chegada ao Brasil, capas históricas, recordes de vendas e episódios que permanecem conhecidos entre colecionadores.
Da revista Homem à Playboy
A história brasileira da publicação começou em agosto de 1975. Embora a Playboy tivesse sido lançada nos Estados Unidos em dezembro de 1953, com Marilyn Monroe na primeira edição, no Brasil ela chegou inicialmente com o título Homem. Segundo o levantamento de Lucas Hit, as restrições impostas durante a ditadura impediram naquele momento a utilização do nome original.
A mudança ocorreu gradualmente. Em abril de 1977, a capa de Homem passou a apresentar a frase “com o melhor de Playboy”. Em julho de 1978, o nome Playboy finalmente passou a estampar a publicação brasileira.
Entre as personalidades que mais apareceram nas capas estão Luma de Oliveira e Scheila Carvalho, com cinco capas cada. Luma esteve nas edições de setembro de 1987, março de 1988, março de 1990, maio de 2001 e janeiro de 2005. Scheila apareceu em fevereiro de 1998, setembro de 1999, novembro de 2000, dezembro de 2001 e abril de 2009.
Outro dado levantado pelo pesquisador envolve Helô Pinheiro, que, aos 59 anos, apareceu na edição de abril de 2003 ao lado da filha, Ticiane Pinheiro, tornando-se, segundo o levantamento, a mulher de maior idade a posar para a capa da edição brasileira.
Capas e ensaios que marcaram época
O trabalho de Lucas também reúne informações sobre a preferência dos próprios colecionadores. Em votações realizadas pelo perfil Clube da VIP, no Instagram, com participação de colecionadores e especialistas, o ensaio de Maitê Proença, publicado em agosto de 1996, foi escolhido como o melhor da história da publicação. Já a edição de Deborah Secco, de agosto de 2002, fotografada por Luis Trípolli, foi eleita a melhor capa.
Maitê Proença também integra um grupo restrito de quatro mulheres que, conforme a pesquisa, tiveram seus ensaios publicados em encartes exclusivos. As demais foram Lídia Brondi, Bruna Lombardi e Cristiana Oliveira.
Entre os episódios recuperados por Lucas está ainda a história de um ensaio realizado por Adriane Galisteu em janeiro de 1993, antes de seu relacionamento com Ayrton Senna. De acordo com o relato compilado pelo pesquisador, Senna posteriormente procurou a redação da publicação e pediu que as fotografias não fossem divulgadas. Juca Kfouri, então diretor de redação, teria entregue os negativos e impressos do ensaio sem exigir a devolução do cachê recebido pela modelo.
Quase 500 edições e números milionários
A Playboy permaneceu sob responsabilidade da Editora Abril durante 40 anos, de agosto de 1975 a dezembro de 2015. Posteriormente, a publicação passou para a PBB, responsável pelas edições entre 2016 e 2017. Segundo o levantamento apresentado por Lucas, a última edição impressa brasileira foi publicada em dezembro de 2017, encerrando uma trajetória de 497 edições.
Os números de circulação também fazem parte da pesquisa. A edição com Joana Prado, a Feiticeira, de dezembro de 1999, aparece no topo da relação apresentada por Lucas, com 1,247 milhão de exemplares. Na sequência está Suzana Alves, a Tiazinha, em março de 1999, com 1,223 milhão. A edição de Adriane Galisteu, de agosto de 1995, ocupa a terceira posição, com 961.527 exemplares.
Também aparecem entre as dez edições mais vendidas capas protagonizadas por Scheila Carvalho, Sheila Mello e Scheila Carvalho, Marisa Orth, além de novas edições de Tiazinha e Feiticeira e uma edição de Carla Perez.
Ao transformar décadas de colecionismo em pesquisa editorial, Lucas Hit passa a registrar em livros informações que antes estavam dispersas em centenas de edições, acervos e memórias de colecionadores. A preparação de seu oitavo título amplia esse trabalho e reforça uma trajetória que começou pelo interesse pessoal pelas revistas e evoluiu para a catalogação de parte da história da mídia impressa brasileira.
