Economia

Mulheres capixabas seguem conservadoras em seus investimentos

Levantamento do Santander mostra que entre 2022 e 2023 a parcela em renda fixa cresceu dois pontos percentuais e renda variável registrou queda de 1 ponto percentual

Por: Redação em 28 de março de 2024

 

Mesmo diante do ciclo de queda da taxa básica de juros (Selic), iniciado em agosto de 2023, as mulheres capixabas seguem conservadoras em seus investimentos. É o que mostra levantamento realizado pelo Santander Brasil entre 2022 e 2023 com clientes da instituição. No estudo, o patamar aplicado em Certificados de Depósitos Bancários (CDB), Letras de Crédito do Imobiliário (LCI), Letras de Crédito do Agronegócio (LCA), títulos do Tesouro Direto e até na poupança registrou um crescimento de dois pontos percentuais, indo de 52% para 54%.

O comportamento adotado pelos homens – que geralmente se arriscam mais – também foi na direção do conservadorismo: eles elevaram a parcela em renda fixa no mesmo período de comparação, de 52% em 2022 para 57% em 2023. “Os dados mostram que as mulheres são mais cautelosas em suas aplicações, mesmo em um cenário mais positivos que dos anos anteriores”, diz Luciane Effting, executiva responsável pelo Santander AAA.

Esse comportamento foi mostrado também na 7ª edição do Raio X do Investidor Brasileiro, realizada pela Associação Nacional das Entidades dos Mercados Financeiro e de Capitais (Anbima), mostrando as mulheres pensam na segurança financeira ao investir, quesito que lidera as motivações delas desde a primeira edição da pesquisa, em 2018.

No levantamento do Santander, o Espírito Santo aparece entre os estados que mais elevaram o investimento em renda fixa. O maior foi Piauí, cuja parcela na categoria passou de 39% para 50%; seguido por Sergipe (de 49% para 56%) e Roraima, de 50% para 55% entre 2022 e 2023. Já investidoras de Tocantins (de 81% para 69%) e Roraima (61% para 55%) fizeram o movimento contrário e reduziram a participação conservadora.

Previdência                   

Quando o tema é previdência, a constância também é um aspecto percebido entre as investidoras capixabas, com estabilidade da carteira de 28%. Os homens não registraram grandes movimentos de um ano para outro, mas com uma parcela um pouco menor da carteira: 23%. “Quase 30% da carteira de previdência confirma que elas são mais disciplinadas e preocupadas com o seu futuro”, afirma Luciane.

Fundos  

Seguindo tendência de toda a indústria, os fundos de investimentos também perderam espaço na carteira das mulheres de um ano para outro, caindo de 14% para 11% do total dos investimentos entre 2022 e 2023. De acordo com a Anbima, só em 2023 os fundos registraram saídas líquidas de R$ 127,9 bilhões.

Entre os homens, a redução dos investimentos em fundos foi ainda maior, de 19% para 15%, respectivamente, no ano passado em relação ao ano anterior.

A única categoria que registrou um crescimento na carteira feminina de investimentos foi a dos Certificados de Operações Estruturadas (COEs), cuja parcela avançou de 3% para 4%. Renda Variável e Crédito Privado ficaram com 2% e 1%, respectivamente.