Artigo

São Benedito

Nasceu em San Fratello, Itália, em março 1526; faleceu na cidade italiana de Palermo, em 1589. Padroeiro dos Negros, dos Cozinheiros, dos Africanos, das Donas de Casa e dos Profissionais de Nutrição.

Por: Sergio Damião em 22 de janeiro de 2026

 

Nasceu em San Fratello, Itália, em março 1526; faleceu na cidade italiana de Palermo, em 1589. Padroeiro dos Negros, dos Cozinheiros, dos Africanos, das Donas de Casa e dos Profissionais de Nutrição. Em nosso estado, solo capixaba, os festejos se destacam pelos municípios da Serra, Vitória, Vila Velha e Aracruz. Em Vitória (Morro da Piedade e da Fonte Grande), Vila Velha (Barra do Jucú) e Aracruz (Vila do Riacho). Com a Puxada, Fincada do Mastro, Bandas de Congo (casacas e tambores), missas… Nasci em Vitória, nossa capital, no mês de janeiro. Morávamos na Rua Caboclo Bernardo – Herói capixaba do fim Séc. XIX. Minha avó Maria das Neves, descendente de italianos, misturado ao sangue negro do meu avô paterno, me levava a participar dos eventos e festejos religiosos. O evento principal, mês de junho, era no Bairro de Santo Antônio, próximo à atual Basílica do santo casamenteiro. Mas, em janeiro, mês do meu aniversário de vida, com meu avô, íamos até a Barra do Jucú, em Vila Velha, e ali iniciei os primeiros contatos com as homenagens ao Santo Benedito. Bem como à Nossa Senhora da Penha. Em Cachoeiro, conheci as histórias e crônicas de Rubem Braga, informando São Pedro, que ele nascera em nossa cidade.  Recentemente, Fabíola, minha esposa, viajou. Foi a São Paulo, em visita aos nossos netos (Bernardo e Heloísa). Deixou a incumbência: Molhar as plantas e servir o “cafezinho” do Santo Benedito. Ele fica na nossa cozinha. Uma imagem de alguns centímetros, protegido por um plástico endurecido, com uma pequena xícara à sua frente. No primeiro dia, após o meu desjejum, lavei a louça do café e servi o cafezinho do santo. Molhei as plantas da sacada do apartamento e fui para o trabalho. No segundo dia, repeti a rotina do dia anterior. No terceiro dia, recebi um telefonema do hospital e saí apressado, esquecendo do café do São Benedito. Retornei tarde e não chequei a xícara de café e nem molhei as plantas. No dia seguinte, bem cedo, observei que na xícara em frente ao santo, grande parte do café tinha evaporado. Observei a imagem, não parecia contrariada. Limpei a xícara, preenchi com café e deixei a cozinha. Na Sala, antes de fechar a porta do apartamento, fiquei com a impressão de ter ouvido: “Obrigado, pelo café…”