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Turismo Capixaba – Por que não fazer diferente?

Muito se fala em novos protocolos e processos para o turismo, uma nova forma de viver após a pandemia, porém o que podemos ver neste momento no turismo é a velha e tradicional gestão.

Por: Redação em 19 de junho de 2020

Paulo Maia – Gestor de hotelaria há mais de 20 anos. 

 

Muito se fala em novos protocolos e processos para o turismo, uma nova forma de viver após a pandemia, porém o que podemos ver neste momento no turismo é a velha e tradicional gestão. Não há uma política pública bem definida com estratégias claras e executáveis, com isso mais uma vez seremos na escalada da recuperação os últimos a retornar.

O turismo já representa 8,4% do PIB brasileiro, gerando empregos, renda e impostos. Mesmo assim, temos a impressão que os números não têm representação. São dias difíceis. Aqui no Espírito Santo, hotelaria, pousadas, restaurantes, agroturismo, empresas de receptivo e outras 52 atividades empresariais que fazem parte deste conjunto estão pedindo socorro .

Quando se começa uma crise nesta proporção, já se deve ter um planejamento estratégico para a recuperação. Desde o início, já poderíamos definir ações para acelerar o processo de recuperação do turismo e seus segmentos, mesmo que estas ações sejam modificadas conforme a continuidade da gravidade da pandemia.

No Estado temos várias entidades turísticas que precisam ser ouvidas e ter suas ideias geridas. Não há pessoas mais capacitadas e comprometidas para contribuir com o desenvolvimento do nosso turismo do que aqueles que fazem parte dessas entidades. Todos os segmentos do turismo são importantes e juntos são ainda mais fortes.

A competição para atrair estes clientes do turismo é grande. Estados do Nordeste e do Sul do país investem milhões em marketing e participações em feiras e eventos, e nós capixabas, com pouco recurso que temos, precisamos ser ainda mais precisos nas ações para diminuir esta diferença. Por isso, a importância de uma comunicação mais próxima e clara de todas as representações turísticas com seus representantes públicos, sendo eles de âmbito federal, estadual ou municipal.

Sabendo que o tempo de retorno da atividade turismo de lazer ainda não está bem definido, alguns especialistas acreditam após outubro, o setor privado precisa manter o relacionamento com as grandes operadoras e agências de turismo, com o intuito de manter a visibilidade do destino e suas atrações. Mesmo com esta indefinição do retorno, precisa se criar ações e promoções para divulgar o seu negócio, já que o cliente estará mais sensível a segurança de higienização e preço.

Viveremos novos tempos, sim. O turismo passará por grandes transformações, sim. Então vamos aproveitar e mudar nossa visão do turismo e caminhar juntos para voltar a crescer.

Por que então não fazer diferente? Vamos dialogar e definir como fazer o marketing? Como diminuir o tempo de recuperação? Como investir? Como ter acesso mais fácil a créditos financeiros justos para capital de giro ou investimento?

São muitos questionamentos e juntos podemos fazer a diferença. E tudo isso sem planos mirabolantes ou lindos no papel! Nosso potencial de destino turístico é fantástico, mas precisamos fazer em conjunto.

O Espírito Santo estava em uma crescente no turismo de lazer e negócios. Precisamos recuperar deste ponto para minimizar ao máximo as perdas e potencializar cada vez mais nossas belezas naturais.

 

Paulo Maia – Gestor de hotelaria há mais de 20 anos.