Economia

Aplicação financeira para iniciantes: crie uma relação saudável com o dinheiro

Muita gente ri da própria situação financeira, lamenta a chegada da fatura do cartão de crédito e vive à procura do salário que caiu na conta e sumiu. O que a maioria quer é ter um controle positivo sobre o próprio dinheiro.

Por: Redação em 15 de junho de 2020

Muita gente ri (pra não chorar) da própria situação financeira: faz piadinhas nas redes sociais sobre a cor do saldo bancário – vermelho, sempre -, lamenta a chegada da fatura do cartão de crédito e vive à procura do salário que caiu na conta e sumiu. Mas, no fundo, o que a maioria quer é ter um controle positivo sobre o próprio dinheiro e, se possível, alguns reais sobrando no final do mês.

Se você está nesse time, está no lugar certo! Confira algumas dicas de que é possível fazer as pazes com o dinheiro e fazê-lo render.

Primeiro, quite as dívidas
A lição inicial para quem está disposto a começar a aplicar dinheiro é: a prioridade de quem está devendo não é poupar, mas resolver essa pendência. Quitar dívidas é prioridade total. Não há investimento seguro que cubra as taxas de juros cobradas pelos bancos.

Claro que ninguém ficaria no vermelho se tivesse o montante necessário para liquidar a dívida, então vale sentar com o gerente do banco e negociar o pagamento. Em situações assim, é comum serem oferecidos descontos no valor total (para quitação à vista) ou juros mais baixos (para quem precisa parcelar). E tudo começa a mudar.

De grão em grão
Uma vez livre de dívidas, você poderá rever sua maneira de pensar sobre dinheiro. É o primeiro passo para criar o hábito de economizar: compreender que é muito mais eficiente ganhar juros do que pagá-los.

O segundo passo é impor para si um desafio fácil de ser cumprido, para se sentir feliz com as vitórias e motivada para seguir poupando. Ou seja, não adianta estabelecer como meta guardar 30% do salário de uma hora para a outra. É melhor se propor a economizar R$ 50, por exemplo.

Onde colocar o dinheiro
Para criar o hábito de poupar, a caderneta de poupança pode ser a melhor alternativa para abrigar seu dinheiro inicialmente. Em um segundo momento, vale se voltar para aplicações de renda fixa, como Fundos de Investimento (em que se paguem taxas baixas de administração) ou o Tesouro Direto (será preciso abrir uma conta em uma corretora para poder comprar títulos públicos).

Em geral, os Fundos de Investimento e o Tesouro Direto rendem mais que a poupança, exigem um valor mínimo para começar a investir e permitem que as pessoas se protejam da inflação.

No dia a dia
Além de estabelecer um valor para começar a aplicar, é legal observar os pequenos gastos – que são grandes despesas– e tentar enxugá-los no dia a dia.

Por exemplo: se você vai à manicure toda semana, que tal pular o compromisso uma vez por mês? Já são R$ 30 a menos nos seus gastos mensais. E cortar, uma vez por semana, aquele refrigerante do almoço? Faz bem para a saúde e você deixa de gastar R$ 20 por mês.

Não é uma questão de ser avarenta, perceba: a ideia é enxergar que seus pequenos gastos que já são habituais podem lhe impedir de poupar. Só nesses dois exemplos acima, você deixa de guardar aproximadamente R$ 600 ao ano. Não é uma fortuna, mas poderia estar rendendo juros e se juntando aos outros valores aplicados.

Trabalhar com o manejo do orçamento em vez de com a preocupação em estancar vazamentos financeiros permite que você compre o que é de fato importante na sua vida. Dominar os números referentes ao seu dinheiro abre um leque de possibilidades.