Bichos
Calor pode intensificar casos de dermatite nos pets, diz veterinária
Desidratação e proliferação de fungos, pulgas e carrapatos são alguns dos problemas que cães e gatos enfrentam devido ao aumento da temperaturas e umidade. Há, porém, outra questão que muitos donos esquecem: as dermatites.
Por: Redação em 18 de fevereiro de 2026

A época do calor traz diversas preocupações para os “pais” de pet. Desidratação e proliferação de fungos, pulgas e carrapatos são alguns dos problemas que cães e gatos enfrentam devido ao aumento da temperaturas e umidade. Há, porém, outra questão que muitos donos esquecem: as dermatites.
Neste período, a incidência de dermatites, alergias e infecções cutâneas cresce drasticamente. As condições podem acabar confundindo os tutores, já que a maioria acredita ser “apenas uma coceira”. No entanto, segundo a Associação Brasileira da Indústria de Produtos para Animais de Estimação (ABEMPET), elas atingem milhares de animais no Brasil — cerca de 160,9 milhões de pets.
Os sinais
A junção do calor intenso com a umidade cria o ambiente ideal para o desenvolvimento de doenças dermatológicas nos cães e gatos. Entre as mais comuns, estão a sarna, micose e a dermatite alérgica à picada de pulga (DAPP). A veterinária Carla Perissé, especialista em dermatologia, lista alguns sintomas:
– Coceira excessiva;
– Feridas na pele;
– Vermelhidão;
– Queda de pelos;
– Lambedura excessiva das patas.
Além disso, segundo ela, os cães representam 96,7% dos casos diagnosticados em clínicas veterinárias. “Coçar de forma constante não é normal. Pode indicar processos alérgicos, infecções fúngicas ou bacterianas e até dor, que o animal não consegue expressar de outra forma”, alerta.
Recomendações
A especialista também chama atenção para que os donos não mediquem os pets sem orientação de um profissional. “O uso de shampoos inadequados ou pomadas indicadas sem orientação profissional pode agravar o quadro. A pele do pet responde de forma individualizada, e o que funciona para um animal pode piorar significativamente a condição de outro”, reforça.
Carla ainda acrescenta que além do desconforto, as dermatites podem evoluir para feridas extensas, infecções secundárias e queda intensa de pelos — o que impacta significativamente a qualidade de vida do animal.
De forma geral, a recomendação é procurar um veterinário ao observar sinais persistentes, praticar medidas preventivas, como uso regular de antiparasitários, manter a higiene ambiental e levar o peludo a consultas periódicas. “São fundamentais para reduzir os riscos durante o verão”, conclui.