Crônicas

Qualidade de vida

Há algum tempo venho pensando em escrever sobre qualidade de vida em nossa cidade. Por exemplo: sinto falta dos Pontos de Encontro, onde os cachoeirenses se deparavam para falar sobre a vida e os famosos causos.

Por: Wilson Márcio Depes em 15 de setembro de 2026

Há algum tempo venho pensando em escrever sobre qualidade de vida em nossa cidade. Por exemplo: sinto falta dos Pontos de Encontro, onde os cachoeirenses se deparavam para falar sobre a vida e os famosos causos. Um dos mais clássicos, era ali em toda extensão da Praça Jerônimo Monteiro, onde existiam os bancos. Para identificar melhor aos mais jovens, ali ficavam grandes bancos embaixo das árvores. Que, afinal, lamentavelmente, cederam lugar para estacionamentos. Posso está parecendo saudosista, mas como faz falta…
Ali, por exemplo, ouvíamos os casos do Coelhaço (Hélio Coelho). A minha saudade diz que é insubstituível. E é mesmo. Agora, só sobrou o Mourads. Antes tínhamos a Praça inteira. Além disso, no Mourads é um espaço pequeno e é pago. Naquela época ouvíamos estórias inesquecíveis de graça. Sofri muito com os estacionamentos criados para agradar os comerciantes, segundo sou informado.
Aliás, pode parecer estranho, mas os “Pontos de Encontro”, segundo Jaime Lerner, são a essência da qualidade de vida de uma cidade. O centro da cidade com a valorização de seu entorno, deve ser do pedestre, com revitalização da animação. Hoje, juro!, é inteiramente do automóvel, da moto, em escala crescente. Os Pontos de Encontro desapareceram. Como dói…
Aos domingos, por exemplo, com as crianças, na extensão da Praça Jerônimo Monteiro, foi desenvolvido o programa “Pintando na Praça”, acompanhada por regionais, geralmente músicos que tocavam nos programas regionais da Rádio Cachoeiro. O prefeito Ferraço pode reativar esses Pontos de Encontro, tanto na Praça de Fátima como na Ilha da Luz.
A rigor, vou tentar resumir o que quero dizer: essas áreas poderiam receber um tratamento completo sendo revitalizado pela estrutura de animação, com a devolução ao pedestre a área que sempre foi dele, estimulando a instalações de atividades que promovam o encontro entre as pessoas, evitando-se o esvaziamento da área central. Esse esvaziamento dói, e como dói…