Crônicas

O risco e alucinações

Depois do impactante resultado das eleições, vou cuidar de outro assunto, antes do segundo turno das eleições: - a proposta de que o uso da IA na educação, necessariamente, exige regras sensatas que resistam a avanço veloz.

Por: Wilson Márcio Depes em 9 de outubro de 2026

Depois do impactante resultado das eleições, vou cuidar de outro assunto, antes do segundo turno das eleições: – a proposta de que o uso da IA na educação, necessariamente, exige regras sensatas que resistam a avanço veloz. O que quer dizer isso? Quer dizer que, a rigor, o uso disseminado da IA por crianças está despertando muito cuidado. Por exemplo, até que ponto robôs podem ser usados em tarefas escolares? Indago, com preocupação, para facilitar o aprendizado? A partir de que idade?
Os professores me ensinam que é preciso ter o mínimo de regras sensatas para orientar pais e educadores. Eles sentem falta dessas regras. Olhem só o que um técnico me confidenciou: a tecnologia não pode substituir o aprendizado. Toda vez que você não faz e pede uma chatbot para fazer, está perdendo a oportunidade de aprender aquilo. O professor oferece outro exemplo mais contundente: “se você quer aprender a jogar futebol ou ser um bom jogador, tem que jogar futebol. Não é só assistir”.
Resumindo: a IA funciona para responder algumas perguntas sobre o que ela viu muitas vezes, mas não para tratar de algo novo ou diferente. Explica mais o professor: isso, aliás, sem falar no risco de alucinações, com risco de mentiras ou informações desencontradas.
Já falei muito de um assunto que não tenho o domínio. Mas, para meu conforto, já existe no mundo várias experiências de regulação digital. A Unicef, por exemplo e graças a Deus, já apresentou propostas para proteger os menores no uso da IA. Ou seja, as medidas seriam, ao mesmo tempo, capazes de permitir as crianças usar a tecnologia quando aperfeiçoar o aprendizado e proteger dos riscos chamados intrínsecos.