Crônicas
Medicamentos revolucionários
Apesar de parecer exagero, alguns medicamentos revolucionaram a história mundial. Comecei a pensar no assunto a partir de uma entrevista com um nutrólogo, na qual foi citada a possibilidade de não existirem mais obesos em um futuro próximo.
Por: Marilene Depes em 28 de abril de 2026
Apesar de parecer exagero, alguns medicamentos revolucionaram a história mundial. Comecei a pensar no assunto a partir de uma entrevista com um nutrólogo, na qual foi citada a possibilidade de não existirem mais obesos em um futuro próximo, devido aos novos medicamentos que estão surgindo e ao avanço das pesquisas com o objetivo de eliminar efeitos colaterais. E decidi viajar, hipoteticamente, pela história dos medicamentos.
A penicilina foi descoberta por Alexander Fleming em 1928, porém passou a ser utilizada em escala mundial durante a Segunda Guerra. Infecções antes fatais, como pneumonia, tuberculose, meningite e infecções pós-cirúrgicas, puderam ser tratadas, dando início à era dos antibióticos.
Em 1960, outro medicamento revolucionário surgiu: a pílula anticoncepcional. Com ela, teve início o movimento de libertação sexual das mulheres; ganhou força a questão da igualdade de gênero e o movimento feminista.
Na década de 1980 surgiram os primeiros casos de HIV. Segundo se previa, a doença poderia dizimar parte da humanidade, devido às dificuldades em controlar a sexualidade e o uso de drogas injetáveis, além de outras formas de transmissão. Houve um período de tanto pavor que as pessoas temiam qualquer contato físico. Ainda não há cura, mas existem hoje tratamentos denominados terapias antirretrovirais, que permitem o controle da doença, e a expectativa de vida das pessoas com o vírus é semelhante à da população em geral.
E, finalmente, a pandemia da COVID-19, que não dizimou a humanidade graças ao surgimento das vacinas, que contiveram o surto. A vacinação, inclusive, desde séculos passados, foi responsável por uma das maiores revoluções da saúde pública.
Medicamentos como insulina, aspirina, corticoide, quimioterapia e muitos outros são responsáveis pelo aumento da expectativa de vida, que cresce de forma acelerada graças aos avanços da medicina. Além do lítio, que a partir de 1948 revolucionou o tratamento das doenças mentais. E estão sendo aguardadas os resultados das pesquisas com medicamentos que objetivam alcançar a cura do câncer. Se, na década de 1950, a expectativa de vida global era de 48 anos, hoje, nos países desenvolvidos, supera os 80 anos.
E viva a ciência, e vivam todos os que a promovem em busca de qualidade de vida!