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Rua Bernardo Horta

Em Cachoeiro e Brasil afora não valorizamos nome de ruas. Sempre nos localizamos pela referência: rua dos bancos; rua do shopping... Deveria ser diferente.

Por: Sergio Damião em 23 de setembro de 2026

Em Cachoeiro e Brasil afora não valorizamos nome de ruas. Sempre nos localizamos pela referência: rua dos bancos; rua do shopping… Deveria ser diferente. O nome da rua como uma aula de história. Para os Cachoeirenses nunca é demais falar de um grande homem. Por ele nos lembramos das palavras e versos dos sermões do Padre Vieira, de quatrocentos anos atrás: Bernardo Horta não contou seus anos de vida, ele não contou seus cinquenta e um anos de existência, ele viveu e morreu intensamente, em intensa paixão e dedicação. O resgate de sua memória deve-se ao empenho de muitos cachoeirenses: Higner Mansur, Maria Elvira, Professor Adilson, Evandro Moreira, Newton Braga… Fiquei pensando se a homenagem prestada, de longa data, ao Bernardo Horta Araújo, seria ou não pequena. Resume-se ao nome de uma rua em Cachoeiro de Itapemirim. Ele que foi Deputado Federal, instalou a Ilha da Luz e a energia elétrica em nossa cidade, a primeira do Espírito Santo, ele que discutia e apresentava idéias para a economia de Cachoeiro e do restante do país. Anos atrás, no Centro Operário de Proteção Mútua, a Loja Maçônica Fraternidade e Luz e Higner Mansur apresentaram o acervo da biblioteca maçônica. Higner descreveu a importância de Bernardo Horta para a cidade cachoeirense e todo nosso estado. Com as palavras do Mansur despertei para as ruas e avenidas da nossa cidade. Estava na Rua 25 de março, marco da nossa emancipação política, ainda na monarquia do Imperador Pedro II, muitos anos antes da República. Com a República, as ruas de Cachoeiro tomaram os nomes dos seus cidadãos: Bernardo Horta, Samuel Levy, Capitão Deslandes, Pedro Dias, Raulino de Oliveira, Lacerda de Aguiar, Abelardo Machado… Ao término das homenagens ao Bernardo Horta, fiquei com a impressão de um vazio e um desejo imenso de conhecer a história desses homens. Nos dias seguintes, ao observar melhor nossas ruas, conclui que: faltava uma sinalização adequada, o registro adequado dos nomes das ruas e placas com pequena história de cada um desses cachoeirenses ilustres. No último fim de semana caminhei pelo Guandu, uma referência para o local das compras da segunda-feira, nem uma placa com o nome Bernardo Horta. Assim sendo, continuamos ignorando nossa história.