Crônicas

Um bom lugar

O turismo, indústria em crescimento, impulsiona uma cidade. Em todos os lugares do mundo procuramos algo novo, diferente, algum atrativo urbano ou rural.

Por: Sergio Damião em 28 de abril de 2026

O turismo, indústria em crescimento, impulsiona uma cidade. Em todos os lugares do mundo procuramos algo novo, diferente, algum atrativo urbano ou rural. Algo simples, ligado à natureza, cultura ou à história. Com isso conhecemos pessoas e hábitos. Evoluímos socialmente, aprendemos a respeitar e admirar novas formas de viver. Além disso, o turismo torna-se uma fonte de renda e empregos para os moradores. Antes de mostrar as coisas que existem em nossas terras devemos aprender a admirá-las, precisamos conhecer e valorizar as coisas das nossas cidades. Em Cachoeiro, escolho os meus lugares. A beira do Itapemirim, no trecho da Ponte de Ferro até o final da Avenida Beira-Rio, é o mais marcante. No trecho, temos o rio, o início de tudo. Da sua beira visualizamos a Ponte que não nos deixa esquecer a nossa história, nos faz lembrar o trem, os vagões que levavam e traziam pessoas, uma época de esplendor cultural. Transportavam cargas e notícias, carregava o orgulho do maquinista, um majestoso à frente dos vagões. Ao final da Avenida, junto ao rio, uma árvore: Samarina. Uma sombra gigantesca. Mais adiante: a Ilha da Luz e os pios. Lá, assovios encantam pássaros. Logo adiante o turbilhonamento das águas junto às pedras, seu barulho ensurdecedor, nos faz sorrir e sonhar: o rio jamais desaparecerá. Um bom lugar em nossa cidade não apresenta mesa, cadeira, nenhum conforto, se apresenta livre em meio à Praça. Uma árvore: Samarina (irmã gêmea daquela que se encontra ao fim da Beira-Rio). Esta se encontra na Praça dos Macacos, no Bairro Gilberto Machado. Os macacos (saguis) se foram, ficaram os troncos. Pelo desaparecimento dos macacos, tornou-se Praça Portinari. Em nossa cidade, onde os morros e pedras nos envolvem, as ruas também apresentam seu destaque. A minha rua é a Rui Barbosa. A rua que gosto de caminhar. Liga a cidade alta à parte próxima ao rio. Ela guarda árvores frutíferas: mangas e abacates. Os frutos anualmente aparecem. No sul do Estado Capixaba, as pedras são atrações. Em seu entorno ou do seu alto. Encontramos: Pedra Azul, Lagarto, Frade e a Freira, Itabira… Na rota para o Lagarto dispomos da boa culinária e hospedagem. Ainda assim, a pedra e a reserva florestal do Itabira, por ser tão próxima e tornar-se íntima, agrada bem mais.