Crônicas
O que as redes representam?
Mas, o curioso, pelo menos eu penso assim, é que pesquisa – por sinal que merece credibilidade – diz que 54% dos brasileiros disseram que “não confiam na rede”.
Por: Wilson Márcio Depes em 17 de agosto de 2026
Em qualquer lugar que você se encontre, alguém está portando um celular. Você se surpreende que a pessoa não esteja fazendo uso naquele momento, mas daqui a pouco, é só você prestar atenção, o aparelho já fez misérias nas mãos. Isso não é segredo pra ninguém e não estou fazendo revelação nova. Mas, o curioso, pelo menos eu penso assim, é que pesquisa – por sinal que merece credibilidade – diz que 54% dos brasileiros disseram que “não confiam na rede”. Mas, em contrapartida, 44% afirmam “confiar”. Digo mais: a margem de erro é de dois pontos.
O mais curioso ainda é que 35% das se informam sobre política através das redes sociais, aliás mesmo percentual que disse se informar pela TV. Vivemos, sem dúvida, um mundo comandado – mesmo a pesquisa informando que 54% não acreditam – pelas redes. As pessoas são outras. Não sei se melhores ou os piores. Pergunto a dois psiquiatras o que eles acham. Dizem que as redes sociais têm um papel ambivalente: se por um lado ajudam a reduzir o estigma de doenças mentais e criam grupos de apoio, por outro geram dependência comportamental, alimentam a ansiedade e a depressão por meio de comparações irreais e provocam auto diagnósticos errados.
Certo ou errado, é o que eles têm encontrado em seus clientes e uma análise geral do papel das redes sociais. No que diz respeito à regulação, no mês de maio o governo brasileiro editou decretos que reforçam a responsabilidade das plataformas de remover conteúdos, além de obrigá-las a guardar dados de anunciantes pelo prazo de um ano. Acrescento que o governo pode requisitar para, digamos, eventuais investigações. Por enquanto, é só isso…
Um mundo totalmente diferente. Ou não.