Crônicas

O que podemos fazer com nossas crianças

s crianças, aqui, estão participando de concurso de crônicas promovido pela Academia Cachoeirense de Letras.

Por: Wilson Márcio Depes em 13 de novembro de 2023

Marilene, dizer que aproveitei o feriadão, não é verdade. Um incômodo terrível vem acossando minha existência – e vem perseguindo o tempo todo. Exatamente porque, depois de ter vivido tanto, não encontro respostas para, aliás, as mesmas questões que Gabeira levantou.  Ou seja: que mundo é este que estamos vivendo em que 420 crianças são mortas por dia, sem que nada possamos fazer? Que mundo é este em que, em 20 mil feridos, 7 mil são crianças? Que mundo é este em que as crianças não podem dormir com o barulho das bombas, não podem brincar entre ruínas pontilhadas de corpos despedaçados? ”.

As crianças, aqui, estão participando de concurso de crônicas promovido pela Academia Cachoeirense de Letras.  Olha só. Diz a vencedora, Ana Luiza Caxeiro Figueira, que participar do concurso foi uma experiência única e gratificante. “Eu tive a oportunidade de expor minha paixão, que é a escrita, e também pude compartilhar as minhas memórias e de todos que viveram este momento”, conta.    Por sua vez, Ana Luiza revela que “quando soube que havia ganhado, meu coração explodiu de alegria. Senti muito orgulho de mim mesma por essa conquista. Fiquei feliz em ter sido reconhecida por fazer algo que eu tanto amo. Fiquei muito grata por ter sido tão motivada a participar por minha família e professora de português, da forma que eu fui”.   Já o segundo colocado, Pedro Pim, revela que, desde pequeno, sempre gostou de escrever. “De uma forma que impactasse os meus leitores, mas por conta das obrigações do dia a dia eu engavetei esse dom e só usava quando um professor passava a escrita como avaliação”.

Pedro considera que sua escola, o IFES, “aprimorou muito minha escrita, depois que entrei no jornal estudantil Distrito 028, e eu vi no concurso de crônicas uma oportunidade de impactar os leitores para um bem muito precioso que temos em Cachoeiro: o Rio Itapemirim”.  Ele diz que “gostaria de parabenizar a Academia Cachoeirense de Letras, pela iniciativa, e o meu professor Robertinho (Roberto Carlos Farias de Oliveira), por ter incentivado os alunos do IFES a participar. É muito importante valorizar as crônicas na nossa cidade, visto que é berço de grandes cronistas”. Classificada em terceiro lugar, Julianne Meirelles Teixeira, também do IFES, conta que sempre gostou muito de ler. Mas o interesse pela crônica surgiu há pouco tempo, quando teve contato com obras de Clarice Lispector e Rubem Braga. “Também gosto de escrever às vezes, quando eu tenho uma inspiração. Por isso, veio a ideia de participar do concurso E, apesar do resultado ter sido uma surpresa, eu me sinto muito honrada pela oportunidade concebida pela Academia Cachoeirense de Letras. E agradecida pelo incentivo e apoio proporcionados pelo professor Roberto de Oliveira e pelo IFES”.    Simples assim, né Gabeira?