Crônicas

Vamos voltar ao básico…

A eliminação da seleção brasileira foi uma grande decepção que dura até hoje, principalmente para os torcedores, digamos, fanáticos. E para os não-fanáticos.

Por: Wilson Márcio Depes em 14 de julho de 2026

Tenho encontrado torcedores tristes pelas ruas. Afinal, esperamos tanto tempo. A maioria se preparou tanto. A eliminação da seleção brasileira foi uma grande decepção que dura até hoje, principalmente para os torcedores, digamos, fanáticos. E para os não-fanáticos.

Procurei uma saída para aqueles que estão sofrendo mais. Achei a melhor delas, sem aquela conversa de que devemos aceitar, a do dr. Arthur Guerra, um médico, sobretudo, realista. Diz ele que a indústria do bem-estar funciona como uma engrenagem que não pára. Cada uma funciona, a rigor, até aquela que não deu certo. Ou seja, até chegar a outra que entra rapidamente na moda, nas redes sociais.

Defende a tese que, por exemplo, a solidão pesa sobre a saúde física e mental em grau comparável ao de fatores de riscos clássicos, como o tabagismo. Por que, então, resistimos tanto ao básico? Pergunta com ênfase. Em parte, porque o simples vende mais. Comprar um suplemento proteico custa menos esforço do que cultivar um novo hábito alimentar. O que funciona em saúde mental e bem-estar exige constância, e constância[W1.1] dá trabalho, não rende vídeo viral.

Aí vem a frase fatal: o grande defeito do básico – e o acho que é o principal – funciona sem chamar atenção. Além disso – e defendi isso a vida toda: que faltam bairros com praça, ruas sem espaço para uma simples caminhada. São barreiras para que o básico seja implementado. O básico, complementa ele, pode não seduzir, mas é dinheiro guardado no banco da saúde. Vai por mim…