Crônicas
Abraçando a vida…
Este é o livro da Marilene Depes que tive a honra de prefaciar no ano de 2021. Marilene, a bem da verdade, merecia que escrevêssemos um livro sobre ela.
Por: Wilson Márcio Depes em 28 de outubro de 2026
Este é o livro da Marilene Depes que tive a honra de prefaciar no ano de 2021. Marilene, a bem da verdade, merecia que escrevêssemos um livro sobre ela. Sobretudo por sua atuação da Academia Cachoeirense de Letras. Ela transformou a Academia num palco de grandes eventos altamente emocionantes e da maior importância para cultura e história de Cachoeiro.
Dizia eu no prefácio que, com suas crônicas, Marilene busca, com cuidado, descobrir por onde começar a reparação do elo civilizatório básico – aquele que permite a fruição plena do ciclo humano, da infância à velhice. Diria mais: tudo isso de forma franca, objetiva e simples
Isso pode ser visto na sua atuação na Academia. Por exemplo, no dia 21, quarta-feira passada, a solenidade de entrega dos prêmios aos alunos das escolas públicas, esteve envolta em uma aura de emoção, sensibilidade, grandeza e propiciou, sem dúvida nenhuma, um encontro de gerações ao som de crônicas dos jovens alunos e do afinado coral de Adilson Dillen. Aliás, digo sem medo de errar. Tudo isso é e foi cultura cristalina.
Tudo foi belo. Até mesmo pudemos relembrar, entre outros, da Irmã Otília, que já se foi ao completar 60 anos de vida religiosa e 90 de idade. Ressaltei: mais de meio século visitando “meus doentes na Santa Casa”. Escrevi uma crônica sobre ela. “ Lembrei-me, mais uma vez, de meu tempo de estudante. William James aconselhava: onde encontrar uma contradição, faça uma distinção. Feita a distinção, o enigma ganha outra descrição, e, quem sabe, virão a surgir novos fachos de luz, novas lanternas e novos parceiros na busca do que desejamos. Confesso, sem pudor, não encontrei uma contradição sequer em nossa conversa. Resumo: “Sou uma pessoa simples e só faço o que Jesus mandou”, revelou.
Ecoou, em determinando momento, um grito no salão: “Moringueiroooooo … Olha o Vaso e a moringa!!!!!!!!
Esta crônica, feita às pressas, a pedido do editor da Revista, me deu uma ideia. Estamos na hora de, em tempo de eleições, escolher os melhores cachoeirenses para homenageá-los, assim como Marilene vem fazendo. E mais: buscando nas escolas públicas os alunos (a) que, pelo que vi, já são escritores. Parabéns Academia Cachoeirense de Letras. Parabéns Marilene.