Muitas vezes fico me perguntando, e o faço com muita tristeza, o que se pode apreciar de prazer num desfile de moto por uma cidade como São Paulo, numa verdadeira festa, quando quase de 500 mil pessoas foram vítimas do Covid?
Não que isso me desse algum tipo de autoridade para opinar, mas sou, sobretudo, contribuinte. Uma verdade: não adianta o prefeito Victor dizer que não houve aumento de tributo.
Leitor teimoso, por mais que procure não consigo me deparar com um texto no qual não haja um traço de amargura. Vire e mexe, por mais que a bola siga rolando e o passe seja limpinho, os números da pandemia afloram como se tivessem sido represados no inconsciente até aquele momento.
O velho Millôr Fernandes dizia que jamais diga uma mentira que não possa provar. O pessoal do Bolsonaro, por não ter lido Millôr, não acredita nisso. E não está conseguindo provar as mentiras.
Ele era tido na imprensa brasileira como “o mestre”. Sou daquelas pessoas que, entre um prêmio em dinheiro e conhecer uma pessoa que admiro muito, opto pela segunda alternativa.
Tenho encontrado poucos amigos durante a pandemia. De forma simples e até prosaica me pergunto como a gente pode viver sem amigos. Claudinha Sabadine, outro dia, me disse: “Tempos difíceis, né? Bom ter os amigos por perto”. Há mais de um ano que não encontro com ela.
Desde o falecimento de minha mãe, em 2002, tenho feito isso. Recebo, permanentemente, pedidos dos livros editados de cachoeirenses que moram fora, mas as edições estão esgotadas.
Aliás, a “Casa de Memória” de Cachoeiro – concebida para isso - foi uma ideia que tomou forma em Curitiba. Jaime Lerner ofereceu seus projetos para nós, na qualidade de urbanista mais famoso do Brasil.