Artigo

O que dizer?

O que fazer em um momento como este, onde, estamos todos assim, sem certezas!? Nos agarramos aos recursos que temos, sejam eles monetários, psicológicos, emocionais.

Por: Janine Bastos em 4 de maio de 2020

O que fazer em um momento como este, onde, estamos todos assim, sem certezas!?
Nos agarramos aos recursos que temos, sejam eles monetários, psicológicos, emocionais.
Porém aos poucos os recursos se esvaem e nos dão sinais da possibilidade de escassez, se não para todos, para muitos. Estamos todos assim, sem certezas e é esta nossa única certeza.
Somos uma parcela privilegiada da sociedade e nos agarramos aos recursos que temos, nossa suposta proteção, casas, meio de transporte particular, comida, também nos faz questionar, pois mostram os seus “furos”.
Lembra da pizza que pedimos naquela noite, então, assim como aquele motoboy, outras tantas classes estão se expondo e de alguma forma, com mais ou menos frequência, temos contato com eles.
Enquanto a vacina não chega, a higiene, o isolamento social, ou seja, o básico segue sendo a melhor solução.
Torço para que esta pausa, esse movimento slow que fomos obrigados a nos submeter, nos faça enxergar a importância de investir no básico.
Saúde, ciência, educação, saneamento, condições igualitárias de acesso a esse básico, necessário e imprescindível a todos nós.
Sim, isso não impede a existência de novos vírus.
Sem dúvida não, mas pode ser fator decisivo na diminuição de sua propagação, assim como a concretização de um conhecimento amplo e que mesmo sendo novo, a velocidade deste vírus, não nos deixa dúvida.
Somos um. O coletivo, cada vez mais se esbarra em nosso individualismo.
Estaríamos assim, tão seguros protegidos pelas nossas classes sociais, casas, bens e economia?
Talvez esta seja mais uma ilusão, hoje sabemos que não.
Mesmo não sendo de hoje que as greves de policiais, de caminhoneiros, impactam não só a economia como as nossas vidas.
Hoje fica claro que somos coletivos e respeitar o básico é sem sombra de dúvida garantirmos um direito que temos em comum.