Crônicas
Newton era melhor antes…
Escrevi no jornal Fato do dia 4 último, que assisto, com emoção, aos meus amigos e amigas da Academia de Letras em busca inquieta e impaciente para delinear uma homenagem justa e adequada para o nosso sempre querido e amado Newton Braga.
Por: Wilson Márcio Depes em 11 de agosto de 2026
Escrevi no jornal Fato do dia 4 último, que assisto, com emoção, aos meus amigos e amigas da Academia de Letras em busca inquieta e impaciente para delinear uma homenagem justa e adequada para o nosso sempre querido e amado Newton Braga. Motivo: o seu aniversário é dia 11. Alguém dá uma sugestão, outro acrescenta uma ideia diferente, enfim, essa aflição brota, essencialmente, da vontade de derramar todo o carinho que sentimos por ele e pela herança desse amor comunitário inigualável e poético que contaminou a todos nós. Principalmente levando em consideração os tempos de hoje.
Foi difícil, mas revelei um segredo guardado há muitas chaves. Um amigo conheceu e se apaixonou por uma linda jovem mineira. Só que, quando ficavam distantes, a correspondência se dava por cartas. Mas o cachoeirense não tinha lá, digamos, um bom texto. Mal sabia escrever o próprio nome. Mas, curiosamente, possuía um trunfo maior que tudo: diariamente tomava uma cervejinha com Newton, no Bar Vitória. E dali saiam, por volta das 20 horas, juntos, na mesma direção, já que naquela época moravam na Rua Rui Barbosa. As cartas eram a delícia da noiva, lá em Minas.
Encontro-me com um amigo que, afinal, leu minha crônica. E sugeriu: “Escreva outros livros Fotocrônicas. Quando viajo, os cachoeirenses me pedem…”. Tenho vontade, já que a receita das vendas foi para a Casa do Câncer. Mas, logo, logo, volto atrás. Na crônica falei de Newton Braga… Ele, em verdade, já era o melhor muito antes de ser e continua sendo mesmo depois de ter sido. Por isso, a lembrança não tem pertinência, a não ser pelo apoio humanitário e para relembrar figuras folclóricas inesquecíveis.
Mas quero acalmar os leitores: Marilene prometeu que a Academia de Letras vai homenagear Newton à altura. Mas guardou segredo. Uma coisa lhes garanto: vai ressurgir, com a tolerante bondade, a felicidade banal do cotidiano. Como a força de atração que faz retornar o cachoeirense ausente, saudoso de sua gente, do Dia de Cachoeiro.